Aeronaves federais já lançaram 1,1 milhão de litros de água contra incêndios no Amazonas
Aeronaves mobilizadas pelo governo federal já lançaram mais de 1,1 milhão de litros de água para combater incêndios florestais no Amazonas desde 10 de outubro, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Ao todo, 13 aeronaves atuam na região. As operações somam 390,5 horas de voo e 369 lançamentos de água,...
Aeronaves mobilizadas pelo governo federal já lançaram mais de 1,1 milhão de litros de água para combater incêndios florestais no Amazonas desde 10 de outubro, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Ao todo, 13 aeronaves atuam na região.
As operações somam 390,5 horas de voo e 369 lançamentos de água, e 337 ocorrências de incêndio foram extintas desde o início da temporada. O trabalho em terra é apoiado por 58 veículos e nove embarcações, usados no transporte de equipes e no monitoramento das áreas atingidas.
Entre os equipamentos está o avião KC-390, da Força Aérea Brasileira, com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS). Segundo o governo federal, o sistema permite lançar grandes volumes de água em cerca de sete segundos — recurso decisivo em áreas de difícil acesso.
No domingo (18), o governo anunciou novas medidas para o estado: a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus, para coordenar as operações militares, e a implantação de uma base da Força Nacional do SUS nesta terça-feira (20), para reforçar o atendimento à população afetada pela fumaça.
Também foram anunciados a ampliação do apoio financeiro ao estado e aos municípios e a mobilização de órgãos de segurança para investigar possíveis crimes relacionados aos incêndios.
Os focos caíram. Entre 12 e 18 de outubro, o Amazonas registrou 548 focos de calor — 470 a menos que nos sete dias anteriores, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Mesmo com a redução, o uso do fogo está proibido em todo o estado durante a vigência do decreto de emergência, independentemente da finalidade. Quem descumprir a medida está sujeito a multas, embargos e responsabilização criminal.
Fonte: G1 Amazonas / MMA e Inpe