Compra da Warner pela Paramount pode criar gigante com 200 milhões de assinantes; veja os números
O acordo foi fechado após a Netflix anunciar que não aumentaria sua proposta e que abandonaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões. A Warner Bros. Discovery assinou um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance nesta sexta-feira (27), segundo a agência Reuters. O acordo foi fechado...
O acordo foi fechado após a Netflix anunciar que não aumentaria sua proposta e que abandonaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões.
A Warner Bros. Discovery assinou um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance nesta sexta-feira (27), segundo a agência Reuters.
O acordo foi fechado após a Netflix anunciar que não aumentaria sua proposta e que abandonaria a disputa pelo estúdio. A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões.
A possível compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount pode criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones” e uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes.
O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos, tem potencial para redesenhar o mercado global do entretenimento e do streaming.
O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor.
QUEM É A PARAMOUNT (HOJE)
TV e Canais
- CBS
- Nickelodeon
- MTV
- Comedy Central
- Showtime
Streaming
- Paramount+
- Pluto TV
Estúdios
- Paramount Pictures
- Paramount Television
- Skydance (animação, cinema, TV, games e esportes)
NÚMEROS DA PARAMOUNT (2025)
Financeiro (4º trimestre)
- Receita: US$ 8,15 bilhões no 4º trimestre e US$ 26,8 em 2025
- Valor de mercado: cerca de US$ 12 bilhões
Streaming
- Assinantes: 79 milhões (+4 milhões no trimestre)
- Receita trimestral: US$ 2,18 bilhões (+20%)
- Receita anual de streaming: US$ 8,13 bilhões (+22%)
Outros segmentos
- TV: US$ 3,31 bilhões (–4%)
- Cinema: US$ 1,61 bilhão (+14%)
O IMPÉRIO DA WARNER BROS. DISCOVERY
Estúdios & Franquias
- Warner Bros. Pictures
- Warner Bros. Television
- DC Studios / DC Comics
- New Line Cinema
- Franquias: Batman • Superman • Harry Potter • Matrix • O Senhor dos Anéis
TV & Canais
- HBO
- CNN
- TNT
- TBS
- Cartoon Network
- Discovery Channel
- Animal Planet
- HGTV
- Food Network
- Investigation Discovery (ID)
- Travel Channel
- Eurosport
Streaming
- Max (HBO Max)
- Discovery+
Infantil & Animação
- Looney Tunes
- Scooby-Doo
- Hanna-Barbera
- Cartoon Network
Notícias
- CNN
Esportes
- TNT Sports
- Eurosport
NÚMEROS DA WARNER (2025)
Financeiro anual
- Receita: US$ 37,3 bilhões (–5%)
- Lucro líquido: US$ 727 milhões (em 2024: prejuízo de US$ 11 bilhões)
- Valor de mercado: ~US$ 70 bilhões
Streaming
- Assinantes globais: 131,6 milhões
- EUA/Canadá: 59,2 milhões
- Internacional: 72,4 milhões
- Receita do streaming: US$ 10,9 bilhões (+5%)
Desafios
- TV tradicional: –13% no trimestre
- Estúdios: –14% no trimestre
O QUE SURGE COM O ACORDO DE US$ 110 BILHÕES
Escala
- Assinantes combinados: ~200 milhões
- Um dos maiores catálogos do mundo
Portfólio ampliado
- Paramount+ + HBO
- CBS + CNN
- Nickelodeon + Discovery
NOVA GUERRA DO STREAMING
- Netflix: 300+ milhões
- Disney: ~160 milhões
- Paramount + Warner: ~200 milhões
A disputa pela Warner
Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix.
Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner.
“A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado.
A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery.
A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming.
Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais.
Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor o que não aconteceu.
A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas.
O que está em jogo
O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.
Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo.
Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.
Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais.
Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo.
Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.