Onça Preta e Onça Pintada emocionam o público na primeira noite do XII FESTISOL

A primeira noite do Festival Internacional de Tribos do Alto Solimões (FESTISOL) 2026 foi marcada por emoção, ancestralidade, cultura e grandes espetáculos na arena. As duas associações folclóricas protagonistas do festival, Onça Preta e Onça Pintada, apresentaram ao público temas que exaltam os povos originários, suas histórias, crenças e a força da cultura amazônica. A...

Onça Preta e Onça Pintada emocionam o público na primeira noite do XII FESTISOL

A primeira noite do Festival Internacional de Tribos do Alto Solimões (FESTISOL) 2026 foi marcada por emoção, ancestralidade, cultura e grandes espetáculos na arena.

As duas associações folclóricas protagonistas do festival, Onça Preta e Onça Pintada, apresentaram ao público temas que exaltam os povos originários, suas histórias, crenças e a força da cultura amazônica.

A primeira associação a entrar na arena foi a Onça Preta, trazendo como tema oficial para esta edição: “Eware Sagrado: um legado de amor Ticuna”.

Na primeira noite, a Onça Preta apresentou o subtema “Magüta: o Eware da criação e da identidade Ticuna”, levando para a arena elementos ligados à origem, espiritualidade e identidade do povo Ticuna.

A associação é presidida por Janderson Félix, tendo como vice-presidente Lucas Aguilar. O Conselho de Arte é presidido por Felipe Carvalho, enquanto a produção do espetáculo ficou sob responsabilidade do Conselho de Artes. A direção de arena esteve sob o comando de Rafhael Gomes.

Para dar vida ao espetáculo, a Onça Preta levou à arena uma grande estrutura composta por duas alegorias e cinco módulos alegóricos, além da participação de aproximadamente 200 batuqueiros e 700 brincantes. Vestindo as tradicionais cores azul e branco, a associação apresentou um espetáculo marcado pela força da ancestralidade e pelo orgulho de representar a identidade do povo Ticuna.

Logo em seguida, foi a vez da Associação Folclórica Onça Pintada entrar na arena, levando ao público o tema da noite: “Omágua, o povo das águas: luta e ancestralidade”.

O espetáculo destacou a história, resistência e herança cultural do povo Omágua, conhecido por sua profunda relação com os rios e as águas da Amazônia.

A Onça Pintada tem como presidente Sarará e como vice-presidentes Artenízia e o professor Sebastião. A Comissão de Artes é dirigida por Yomarley Holanda e Ricardo Júnior, responsáveis também pela produção artística do espetáculo.

A direção de arena contou com a participação de Yomarley Holanda, Ricardo Jr. e Nathaly.

Para a apresentação, a Onça Pintada levou à arena quatro alegorias e três módulos alegóricos, reunindo cerca de 200 batuqueiros e 600 brincantes. Nas cores tradicionais vermelha e branca, a associação apresentou um espetáculo repleto de simbologias, dança, música e elementos que ressaltaram a luta e a ancestralidade do povo Omágua.

A primeira noite do FESTISOL mostrou mais uma vez a grandiosidade cultural do festival e a dedicação de centenas de artistas, brincantes e profissionais envolvidos na construção dos espetáculos.

E, para encerrar a programação com muita música e emoção, o público ainda acompanhou o super show do cantor Pablo, que levou seus grandes sucessos ao palco e animou milhares de pessoas presentes no evento.

A primeira noite do FESTISOL 2026 deixou claro que, mais do que uma disputa entre duas agremiações, o festival é uma grande celebração da cultura, da identidade e da ancestralidade dos povos do Alto Solimões.

FONTE: Portal Tabatinga