Projeto destaca saberes ancestrais e fortalece práticas interculturais em Fonte Boa
Valorizando os conhecimentos tradicionais e fortalecendo o diálogo entre os povos indígenas e a sociedade, estudantes do curso de Pedagogia Intercultural Indígena do PARFOR/UEA-Vanguarda realizaram a atividade integradora “Projeto Escolas Indígenas Fonteboense: da teoria às práticas interculturais”, desenvolvida no Centro de Convenções Dan Dan, durante a programação das festas julinas que antecedem o Festival dos...
Valorizando os conhecimentos tradicionais e fortalecendo o diálogo entre os povos indígenas e a sociedade, estudantes do curso de Pedagogia Intercultural Indígena do PARFOR/UEA-Vanguarda realizaram a atividade integradora “Projeto Escolas Indígenas Fonteboense: da teoria às práticas interculturais”, desenvolvida no Centro de Convenções Dan Dan, durante a programação das festas julinas que antecedem o Festival dos Bumbás de Fonte Boa.
A iniciativa foi coordenada pelo professor Lizandro Barboza da Silva, responsável pelo componente curricular Escolas Indígenas: Produções Cotidianas, do 5º período do curso de Pedagogia Intercultural Indígena do Núcleo de Estudos Superiores de Fonte Boa.

O projeto nasceu a partir das discussões realizadas em sala de aula sobre a realidade das escolas indígenas do município e teve como principal objetivo promover a socialização dos saberes interculturais dos povos indígenas por meio da integração entre teoria e práticas educacionais.
Durante a mostra intercultural, o público teve a oportunidade de conhecer a riqueza cultural presente nas comunidades indígenas da região, por meio da exposição de artesanatos, grafismos, ervas medicinais, frutas e comidas típicas, além da apresentação de mitos, lendas e brincadeiras tradicionais. As atividades evidenciaram a importância da preservação dos conhecimentos ancestrais e da valorização da identidade cultural dos povos originários.

Segundo o professor Lizandro Barboza da Silva, iniciativas como essa ampliam a visibilidade das práticas interculturais desenvolvidas nas escolas indígenas e fortalecem a construção de uma educação comprometida com os saberes tradicionais.
“O que fica são as ações científicas que vão além da tríplice fronteira, onde podemos fazer ecoar ainda mais as vozes indígenas dos povos do Alto e Médio Solimões, levando os fonteboenses a conhecerem e valorizarem as práticas interculturais existentes. Que possamos, nos banzeiros do conhecimento, colaborar para mostrar a riqueza do saber ancestral”, destacou.

O evento foi organizado pelos acadêmicos do curso de Pedagogia Intercultural Indígena, com o apoio da coordenação local do PARFOR e da coordenação dos povos indígenas do município.
Para a realização da atividade integradora, os estudantes participaram de dez encontros noturnos, com carga horária de duas horas cada, totalizando 20 horas de planejamento e execução das ações educativas.
A atividade reforça o compromisso da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) com a formação de educadores indígenas e com a valorização da diversidade cultural, promovendo uma educação intercultural que respeita, preserva e fortalece os saberes dos povos ancestrais do Alto e Médio Solimões.






FONTE: Portal Tabatinga