Seca de 2026 preocupa municípios do Alto Solimões e aumenta risco de isolamento

Baixa dos rios dificulta a navegação e pode afetar o transporte de alimentos, medicamentos, combustível e serviços essenciais. A estiagem de 2026 já provoca impactos no Alto Solimões e aumenta a preocupação de municípios e comunidades ribeirinhas que dependem dos rios para transporte e abastecimento. Segundo informações da Rádio Nacional, Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo...

Seca de 2026 preocupa municípios do Alto Solimões e aumenta risco de isolamento

Baixa dos rios dificulta a navegação e pode afetar o transporte de alimentos, medicamentos, combustível e serviços essenciais.

A estiagem de 2026 já provoca impactos no Alto Solimões e aumenta a preocupação de municípios e comunidades ribeirinhas que dependem dos rios para transporte e abastecimento.

Segundo informações da Rádio Nacional, Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Amaturá atendem cerca de 256 comunidades ribeirinhas, que podem ser diretamente afetadas pela redução do nível dos rios.

Com a vazante, a navegação fica mais difícil, principalmente para embarcações de maior porte. Em algumas localidades, passageiros e cargas precisam utilizar barcos menores, aumentando o tempo e o custo dos deslocamentos.

Em Benjamin Constant, a estiagem preocupa devido à forte dependência do transporte fluvial para a ligação entre a sede do município e as comunidades rurais.

Já em Tabatinga, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) acompanha a evolução do nível do rio Solimões. O órgão informou, em boletim divulgado em 16 de setembro, que a vazante segue dentro do comportamento esperado para o período na bacia do Solimões, mas alerta que o cenário pode se prolongar caso as chuvas entre setembro e novembro fiquem abaixo do esperado.

O SGB também destaca que o comportamento dos rios em 2026 apresenta diferenças em relação às grandes secas registradas em 2023 e 2024.

Além da dificuldade de locomoção, a baixa dos rios pode afetar diretamente o abastecimento das comunidades, aumentando os custos e dificultando o transporte de alimentos, água, medicamentos, combustível e outros produtos essenciais.

A situação também preocupa devido à chamada “taxa de seca”, sobretaxa cobrada por empresas de navegação durante períodos de estiagem. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) anunciou novas regras para analisar previamente essa cobrança.

Setembro e outubro costumam registrar níveis mais baixos dos rios em parte da bacia do Solimões. Por isso, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será fundamental para determinar a intensidade e a duração da vazante.

No Alto Solimões, o monitoramento continua sendo realizado pelas Defesas Civis e administrações municipais, principalmente nas áreas mais vulneráveis.

Em uma região onde o rio funciona como estrada e principal ligação entre comunidades, a redução do nível das águas pode significar mais tempo de viagem, aumento dos custos e dificuldades de acesso a serviços essenciais.

FONTE: Portal Tabatinga