Dólar cai 1,07% e Ibovespa recua 0,51% em sessão de acomodação após tombo eleitoral

Moeda fechou a R$ 5,349 depois da alta de mais de 8% da véspera; bolsa ficou nos 175.710 pontos, ainda no menor nível desde agosto.

Dólar cai 1,07% e Ibovespa recua 0,51% em sessão de acomodação após tombo eleitoral

O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda de 1,07%, a R$ 5,349, e a bolsa recuou 0,51%.

Os números do dia

  • Dólar: R$ 5,349 (-1,07%)
  • Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45
  • Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%
  • Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%)
  • Petróleo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%)

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda americana registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999. A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã.

O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira. A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity. As ações da Petrobras, com maior peso no índice, caíram 2%. Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal.

 Fonte: Agência Brasil