Calor extremo em Loreto: sensação térmica deve chegar a 46 °C na região vizinha ao Alto Solimões
O Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Peru (Senamhi) em Loreto alertou que a região, vizinha ao Alto Solimões e à tríplice fronteira, entra a partir da sexta-feira (23) em um período de calor extremo que deve durar sete dias consecutivos. Depois das chuvas previstas para as próximas 48 horas, os termômetros devem chegar...
O Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Peru (Senamhi) em Loreto alertou que a região, vizinha ao Alto Solimões e à tríplice fronteira, entra a partir da sexta-feira (23) em um período de calor extremo que deve durar sete dias consecutivos.
Depois das chuvas previstas para as próximas 48 horas, os termômetros devem chegar a 39 °C, com sensação térmica de 44 °C em Iquitos. O quadro será mais crítico na província de Ucayali, onde a temperatura pode marcar 39 °C à sombra e a sensação de calor ao ar livre chegar a 46 °C.
Segundo o chefe do Senamhi em Loreto, Marco Paredes, o calor começa pela zona sul da região, com 36 °C a 37 °C, e atinge os picos mais altos entre segunda (26) e quinta-feira (29). O especialista afirma que o El Niño vem intensificando as condições secas e reduzindo as chuvas na Amazônia.
A instituição também alerta que o índice de radiação ultravioleta deve chegar a 10 e 11 — níveis classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como extremamente perigosos para a pele.
Recomendações:
- hidratação contínua, com atenção especial a crianças e idosos, para evitar desidratação, desmaios e golpes de calor;
- evitar a queima de pastagens e qualquer uso de fogo aberto, principalmente no horário do meio-dia;
- redobrar o cuidado com a exposição ao sol nos horários de maior radiação.
O Senamhi adverte ainda que a sequência de dias secos e ensolarados cria condições para incêndios florestais na região. Para o fim da onda de calor, a previsão é de tempestades elétricas ao longo de novembro e parte de dezembro.
O alerta vale para a selva peruana que faz fronteira com Tabatinga e Benjamin Constant — e serve de aviso para quem vive do outro lado da fronteira: as condições de calor e tempo seco devem ser semelhantes no Alto Solimões.
Fonte: Agência Andina / Senamhi Loreto